quinta-feira, 25 de junho de 2009

Aula do dia 18/06

O texto "Práticas de Linguagem Oral e Alfabetização Inicial na Escola: Perspectiva Sociolínguistica" de Erik Jacobson vai nos mostrar, a necessidade que existe de nós professores utilizarmos o que as crianças já trazem e casa como ponto de partida para inicializar a alfabetização.

Isso ocorre pois, ao chegar na escola as crianças esperam encontrar uma linguagem parecida com a que ela está acostumada. E ao se deparar com um conteudo totalmente diferente de sua realidade, a adaptação será mais difícil. Fazendo com que, a criança tenha maior dificuldade.

Achei bem interessante quando o autor diz que se a criança não consegue aprender novas práticas letradas, e se a professora desvaloriza as práticas letradas da comunidade que ela provém é sinal que a escola esta falhando e não o aluno. Achei interessante pois, geralmente a culpa do fracasso escolar é voltada para o aluno e não para a escola. E nesse texto o autor mostra o despreparo da escola em atender alunos portadores de realidade diferente a da escola.

Outro ponto que considero importante no texto é quando o autor cita que a alfabetização é um ato comunicativo e que a comunicação precisa acontecer sem que se considere formas certas ou erradas, estas estarão certas ou erradas de acordo com cada contexto. É importante que a escola considere a norma padrão de fala. Porém, possibilitando o aluno a conhecer a variedade que pode ocorrer dentro de uma mesma língua seja ela regional, social etc. Possibilitando que a criança se torne um poliglota dentro de seu próprio país.

Ao ler esse texto pude pensar sobre o estágio supervisionado na educação infantil que fiz esse período. Meu estágio observatório foi feito no Jardim III com crianças de 4 e 5 anos. E lá pude notar que as crianças estão um pouco desinteressadas com relação ao mundo da escrita.Mas porque será que isso acontece? Ao terminar de ler o texto entendi que a forma que essas crianças estão sendo "alfabetizadas" não está de acordo com a bagagem que elas trazem de casa e a alfabetização não parte de suas experiências. E sim, de um modelo tradicional de ensinar as "famílias do alfabeto" e formar palavras a partir delas. Acredito que esse seja um dos grandes motivos pelo desmotivação das crianças.

Dessa forma, acredito que o texto tenha sido bastante útil para percebermos a necessidade de buscarmos como ponto de partida para iniciar a alfabetização aos conhecimentos que os alunos já trazem de sua realidade. Tornando esse processo mais agradável e prazeroso.

Beijos e até a próxima postagem!

domingo, 7 de junho de 2009

Apresentação dos Portfólios

Na última aula, fizemos uma socialização dos portfólios. Para ser bem sincera estava muito apreensiva pois, não tinha muita noção de como iria acontecer. E para falar a verdade foi mais tranquilo do que eu imaginava. Tivemos a oportunidade de expor as nossas dificuldades e as facilidades que estamos tendo na construção do blog além, de podermos conversar sobre os pontos que precisamos avançar mais.


O que achei mais interessante na socialização foi ter a oportunidade de perceber que para todos essa construção esta sendo difícil. E mesmo com todas as dificuldades estamos conseguindo avançar gradativamente e transpor nossos limites respeitando o tempo de cada um.


Hoje vejo como foi importante eu não ter desistido desse desafio, pois acredito que este esteja contribuindo bastante para o meu crescimento e para minha formação. Acho que esse frase consegue exprimir bastante esse momento.

Beijos e até a próxima postagem...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aula do dia 28/05


O texto Contextos de Alfabetização na Aula de Ana Teberosky e Núria Ribeira tem como objetivo nos mostrar que as crianças que chegam nas escolas, já chegam com um conhecimento da linguagem escrita. Esse conhecimento se dá pois, a criança interage com o meio em que vive e a todo momento está exposta a vários tipos de informação. É importante destacar que mesmo as crianças que crescem em uma realidade menos favorecida também chegam na escola com sua leitura de mundo.



Essa perspectiva vai contra a concepção tradicional de educação. Pois, essa acredita que crianças de baixa renda não conseguem se desenvolver tão bem quanto crianças de um nível social mais alto, devido a falta de estimulo e a situação de carência total dessas crianças.


As autoras vão destacar a importância dos professores utilizarem diferentes contextos de alfabetização em sala de aula. Elas nos mostram como é importante o manuseio de diferentes tipos de objetos escritos pelas crianças. Podem ser utilizados livros, jornais,cartas,receitas... No entanto é importante que o professor apresente esses objetos para a criança não apenas com o intuito que elas se familiarizem com suas mensagens mas que, possam conhecer novos objetos. E através deles trabalhar a forma que esses textos são estruturados, as diferenças entre eles e etc.


A partir deles o professor como mediador poderá levantar questionamentos e incentivar a observação dos diferentes contextos. Como por exemplo: perguntar de que forma esses textos são estrturados, as diferenças entre eles, sua funcionalidade e etc.


A ação do adulto também estará sendo observada a todo momento e muitas vezes imitada pela criança. Por isso, é necessário que o adulto esteja ciente desse processo de imitação para que possa a partir dele, dar um significação a essa imitação como por exemplo estimular atitudes de leitor e escritor no aluno.


As autoras também focalizam a importância do professor estimular a leitura aos seus alunos. Através de leituras de histórias e pedindo para que os alunos a recontem no final. Essa prática é importante pois, faz com que a criança entre em contato com novos vocabulários além, de trabalhar a oralidade da criança.


Outra prática importante feita pelo professor mediador é se colocar na função de escriba da turma, dessa forma irá auxiliar no processo de associação da fala e escrita do aluno. Para isso, podem ser utilizadas atividades como: criação de histórias, fatos do dia-a-dia e etc. Criar um contexto de perguntas e respostas também ajudam a estimular a compreensão dos conteúdos, a trabalhar a oralidade e a capacidade de questionamento do aluno.Com relação a escrita é importante que o professor fique atento para a escrita do aluno para que possa ajudá-lo quando houver erros.


Todos esses contextos mencionados pelas autoras podem ser utilizados para despertar o interesse dos alunos para a escrita e a leitura.
Através dessa leitura pude perceber a importância do professor ser um mediador na relação de construção de conhecimento do aluno utilizando o conhecimento que a criança já trás da sua leitura de mundo para inseri-la em um contexto mais amplo.

Beijos a até a próxima postagem!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Oralidade e Escrita

O texto Oralidade e Escrita perspectiva para o ensino de língua materna foi trabalhado durante duas aulas. A partir de sua leitura e das discussões feitas em sala de aula, pude perceber que a aquisição da escrita é muito mais valorizada e trabalhado nas escolas. Não havendo uma maior preocupação em desenvolver e estimular a oralidade das crianças.


Acredito que isso ocorra pois, ao chegar na escola a criança já tem o domínio da fala e com isso, a escola acaba por focalizar mais a escrita do que a oralidade.


No entanto,temos que refletir sobre essa prática, pois, o desenvolvimento da oralidade é tão importante quanto o da escrita. Já que, a fala ajuda a estruturar o pensamento além de influenciar na forma com que o indivíduo se porta em sociedade.

Encontrei esse vídeo e achei bem legal pois, ele nós mostra algumas atividades que podemos incorporar em nossa sala de aula que ajuda a trabalhar tanto a leitura quanto a escrita.


Beijos e até a próxima postagem



quarta-feira, 6 de maio de 2009

Trabalho em Grupo

O nosso grupo é formado: por: Bruna Ruffoni (Eu), Nayara Medeiros, Angelina, Emile e Camila Parreira. Nós ficamos responsáveis por desenvolver atividades para crianças de 3 anos.


  • Desenvolver habilidades linguísticas e cognitivas:

A atividade será realizada com a música: A Canoa. A letra da música será escrita no cartaz, colocando figuras ao lado das palavras canoa, peixinho e fundo do mar. Será deixado um espaço no cartaz para que, quando a música for cantada o nome das crianças sejam sendo acrescentados no decorrer da música. Para que esta atividade seja realizada, será necessário pedir para que os responsáveis enviem uma foto 3x4 da criança para que, a professora possa fazer a plaquinha com a foto e nome da criança para serem colocados no cartaz.

Objetivo da Atividade: Através dessa atividade o aluno desenvolve o conhecimento lingüístico por intermédio do seu nome e as habilidades cognitivas através da aprendizagem da letra da música.

Letra da Música Utilizada: Se a canoa virou, Vou deixá-la virar, foi por causa ( nome do aluno) que não soube remar, Se eu fosse um peixinho, E soubesse nadar, Eu tirava ( nome do aluno) do fundo do mar.

  • Desenvolver a compreensão na leitura, Desenvolver a interpretação e Comparar textos novos com textos já conhecidos.

Essa atividade irá acontecer inicialmente com a história da chapeuzinho Vermelho. A professora contará a história e depois todos os alunos farão uma rodinha para que, sendo estimulados pela professora possam recontar a história da maneira que compreenderam.

Em outro dia será contada a história da Branca de Neve e os Sete Anões, e da mesma forma que aconteceu na aula anterior, os alunos sentarão em roda para que possam recontar a história a sua maneira. Ainda em roda, a professora estimulará os alunos a lembrarem da história da Chapeuzinho Vermelho comparando com a da Branca de Neve com perguntas do tipo: O lobo mau está em qual história?Quem comeu a maça? Fazendo com que, os alunos comparem as diferenças e semelhanças entre elas.

Objetivo da Atividade: Esta atividade tem como objetivo desenvolver a interpretação e a compreensão da leitura de textos e o nível de comparação entre textos distintos.

  • Desenvolver a memorização:

A atividade será realizada utilizando quatro figuras de animais ( gato, cachorro, pato e cavalo). Essas figuras serão colocadas presa ao quadro em uma ordem determinada pela professora. Depois que as figuras forem colocadas no quadro a professora perguntará o nome de cada animal, para que primeiro, seja feita a identificação das figuras.

Logo após a identificação a professora juntamente com os alunos vão pegar figuras iguais que estão disponíveis em cima da mesa para fazer o pareamento das figuras na mesma ordem das que estão no quadro. Depois do pareamento, a professora irá repetir em voz alta juntamente com a turma a ordem dos animais.

Em seguida, a fileira das figuras que foram pareadas será retirada pela professora. E a fileira original será tampada de forma que os alunos não consigam enxergar. As figuras retiradas, serão embaralhadas. Com a ajuda e incentivo da professora os alunos irão falar a ordem dos animais tentando lembrar a ordem original que está em cima escondida.

Ao montar a nova fileira,a fileira original será descoberta fazendo com que, os alunos possam perceber se a ordem esta correta ou não. Havendo erros a atividade poderá ser repetida pela professora até a ordem correta ser montada.

Objetivo da Atividade: Essa atividade, visa estimular e trabalhar o desenvolvimento da memorização da criança de uma forma lúdica.

  • Estimular a pronúncia clara dos sons e Perceber os sons da língua:

A atividade será realizada utilizando a música : Orquestra Legal da Mara Maravilha. A professora irá colocar a música para que as crianças possam escutar. Depois a professora utilizará imagens dos animais que aparecem na música: pintinho, galinha, papagaio, pato e cachorro e e estimulará os alunos a lembrarem dos sons ouvidos na música, então perguntará aos alunos qual é o som que cada animal emite. Ex: Qual é o som que o pintinho faz? R: piu, pui, piu, piu.

Objetivo da Atividade: Os alunos serão estimulados a pronunciar os sons, identificando-os com cada animal.

Letra da Música Utilizada: Do ovo saiu o pintinho, piu,piu,piu,piu..., A mãe é a galinha carijó, Co-coró,có-có-có-có, Piu,piu,piu, Có-có-có-có, Cantava o pintinho e a galinha carijó, O papagaio tagarela, Curupaco,curupaco,curupaco, Qué,qué,qué,qué..., Curupaco,curupaco,curupaco, O cachorro faz "au-au", E "miau" faz o gato, Piu,piu,piu..., Coró-có-có, Curupaco,curupaco, Qué,qué,qué, Miau,miau,miau, Au,au,au, Todos bichos na orquestra bem legal.

  • Reconhecer a ortografia das palavras:

Para que a atividade possa ser realizada é necessário, que o alfabeto esteja exposto na sala de aula desde o início do ano letivo. e que cada aluno tenha em sua mesa uma plaquinha com seu nome.Com isso, a professora irá pegar todas as plaquinhas e misturá-las, Propondo para os alunos que reconheçam e peguem a plaquinha referente ao seu nome.

Objetivo da Atividade: O objetivo desta atividade é estimular o aluno a reconhecer a ortografia, utilizando como recurso inicial o seu nome, já que essa é a melhor maneira de iniciar o processo de alfabetização com a criança.

  • Distinguir a pronúncia de alguns sons da língua, tais como: t/d, f/v, p/b, q/g que são muito parecidos:

Para que a atividade seja realizada a professora pedirá para que os alunos observem os sons que serão escutados por eles na volta da escola para casa. No dia seguinte a professora retoma as atividades pedindo para que os alunos reproduzam os sons.

Objetivo da Atividade: Essa atividade tem como objetivo, fazer com que as crianças percebam os diferentes sons que estão a sua volta. E com isso, possam distinguir alguns sons da língua.

Bom, por enquanto é isso!

Até a próxima...








Diferenciação de Tipologia Textual e Gênero Textual

Tipologia Textual:
É a forma como uma texto se apresenta. As tipologias existentes são: descrição, narração, dissertação, exposição, injuñção, diálogo e entrevista.


Gênero Textual:
Refere-se às diferentes formas de expressão textual como por exemplo: poesia, crônica, contos, prosas, etc. Os gêneros textuais englobam estes e todos os textos produzidos por usuários de uma língua. Assim, poderemos também identificar a carta pessoal, e-mail, conversas pelo telefone e tantos outros exemplares de gênero que estão a todo momento em nossa volta.


A partir da pesquisa pude concluir que, os gêneros textuais estão sendo formados a todos os momentos em textos que são produzidos pelas pessoas. E a forma ou a estrutura que este texto irá adquirir, será classificado entre os tipos textuais a partir de suas estruturas e estilos.
Bom, por enquanto é só isso...
Até a próxima postagem
*Fonte : pt.wikipedia.org


terça-feira, 5 de maio de 2009

Terceira Aula de TAE LP


Na aula do dia 30/04, discutimos um texto sobre: Os processos iniciais de leitura e escrita. E foi apresentado para turma como se deu as transformações do processo de alfabetização durante os anos.
O professor Ivan, também nos mostrou a importância de entendermos que as crianças que chegam à escola para serem alfabetizadas já possuem uma leitura do universo que estão inseridas. E é preciso que nós professores tenhamos sempre isso em mente. Para não cometer o erro de tratar nossos alunos como indivíduos vazios.
Para finalizar, acredito que podemos utilizar a leitura de mundo dos nossos alunos para estimular e fazer a alfabetização acontecer de uma forma mais prazerosa.
Um outro ponto importante da aula a meu ver, foi a atividade que começamos a desenvolver em sala de aula. Precisamos criar atividades para crianças de 3 anos ( meu grupo) que visa desenvolver uma série de habilidades. Para ser sincera, gostei muito da proposta porém, estou sentindo bastante dificuldade de formular estas atividades.Estou sentindo que preciso estudar uma pouco de psicologia do desenvolvimento...
Por enquanto é só isso...

Até a próxima postagem!